quinta-feira, 11 de julho de 2013

Espionagem na rede


Essa semana, eu recebi pelo Facebook muitas postagens a respeito de espionagem em redes sociais feita pelos EUA. É um tanto estranho ter que dizer isso, porque me parece óbvio, mas redes sociais são espaços públicos.
Se você falar sobre coisas pessoais no meio do metrô, pessoas (eventualmente indesejadas) saberão dos seus assuntos pelo simples fato de estarem lá. No Facebook, Twitter ou outras redes sociais é a mesma coisa.
O grande diferencial é o fato de governos estarem "escutando" essas mídias. Creio que seja um pouco de ingenuidade esse susto, posto que é um passo lógico dentro de um processo de obter informações grampear o maior número de meios de comunicação possível.
Se você se preocupa em não ser ouvido, saiba que há maneiras para isso, mas elas passam longe, muito longe, da comunicação em massa porque ela e sigilo são mutuamente excludentes.
E tenha certeza que os Estados Unidos não são os únicos a grampear a Rede, qualquer país com o mínimo de estrutura pode, e provavelmente, faz o mesmo. E nenhum deles declararia isso abertamente (exceto talvez a China).

Um comentário:

  1. Conrado.

    O assunto da espionagem vai além das redes sociais. Barack Obama é acusado de administrar a monitoração de escutas telefônicas e outros meios de comunicação eletrônica.

    O alvo? Presidentes e departamentos-chaves de diversas nações.

    O acusador? O americano Edward Snowden, ex técnico da CIA, a famosa agência secreta dos EUA.

    Tem o outro lado de tudo isso também, que você lembrou bem, e concordo plenamente. Usuários postam informações e imagem no status público e se sentem invadidos quando visitados e observados. Algumas vezes fui acusado de invador por entrar em espaços online abertos. Parece piada!

    Enfim, fico pensando se o governo americano não se utiliza da internet para de fato fuçar áreas fechadas. Isso não é improvável.

    Abraço.

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