Se você quiser pular a parte histórica pode clicar aqui e ir
direto ao review.
O lançamento do Windows 8 pela Microsoft no dia 26 de
Outubro de 2012 foi noticiado pelos principais canais de notícias pelo mundo,
mas apesar de todo o meu interesse pelas novidades não me causou nenhum furor. Tenho
um longo histórico com a empresa do tio Bill e vejo cada lançamento de sistema
Microsoft com um pé atrás.
Meu primeiro contato com a Janela foi com o 3.11. Como é de
se notar não foi exatamente ontem, assim acompanhei a maior parte dos lançamentos
e dentre eles comentarei alguns que considero mais marcantes.
O Windows 98 para mim foi o primeiro lançamento que teve um
impacto realmente positivo, particularmente após a segunda edição o sistema se
tornou mais estável, mais agradável ao usuário além de mais bonito e simples
quanto à instalação e manejo. Depois disso o que se esperava do Millennium Edition era no mínimo manter o
legado, coisa que qualquer um que tenha tido o desprazer de usá-lo sabe que não
chegou nem perto. Tive que fazer meu primeiro downgrade. Assim como eu, muita
gente retornou ao 98 SE. Eu desde então acompanhei as novidades com um pouco
mais de calma.
O próximo sistema a realmente ser notado, depois do fiasco
do ME, foi o Windows XP, lançado no final de 2001, e apesar do sucesso
estrondoso que faz muita gente hoje em dia considerá-lo o melhor sistema MS, na
ocasião de seu lançamento o XP não era exatamente animador. Apesar de seus
novos recursos como Drivers genéricos que realmente tornaram o USB um padrão
universal, o sistema veio cheio de falhas gravíssimas de segurança e um uso de
recursos que na época estava um tanto distante do público. Muitos fãs do XP
podem ficar ofendidos, mas, o sistema que foi anunciado para rodar em 254mb de
memória RAM só rodava minimamente com 512mb e o sistema só ficou bom mesmo com
o segundo service pack e 1gb de RAM o que na prática fez com que o sistema só
fosse adotado em massa bem depois do lançamento.
Para abreviar o histórico vou pular os comentários sobre o
Vista deixando apenas minha concordância de que ele provavelmente foi o novo
ME.
Bom se você sobreviveu a esse breve resumo dos lançamentos
da Microsoft deve estar se perguntando sobre o Review do Windows 8 (aquele do
título) pois bem isso tudo foi falado como explicação do porquê a parte 1 será
em cima de uma Máquina Virtual e não de um PC propriamente dito.
Review Windows 8 - Parte 1 (Máquina Virtual)
Para a primeira parte dos testes foi usada uma máquina
virtual VMware 5.0.1 com 1Gb de RAM, 60Gb de HD sobre um notebook DELL M5030,
processador Athlon II P360 Dual-Core 2.3GHz com 4GB de memória RAM DD3.
A ideia inicial foi avaliar as novidades do sistema e também
seu comportamento com um hardware modesto, muito próximo do mínimo, antes de
partir para uma instalação completa. Para que houvesse um parâmetro de
comparação foi montada também uma máquina virtual de mesma configuração rodando
o Windows 7 Ultimate. A versão testada foi Windows 8 Pro, sendo que as duas
máquinas foram feitas com arquitetura 32bits, isso além de ser um cenário mas
próximo de uma máquina modesta, também propiciaria algumas vantagens pois pela
minha experiência, máquinas virtuais 64bits costumam ser mais instáveis e
poderiam comprometer o teste.
Instalação
Como era de se esperar não tive nenhum problema de
instalação, neste ponto tenho que relembrar que como o ambiente da máquina
virtual é produzido de modo a compatibilizar o melhor possível com o sistema,
não podemos tirar nenhuma conclusão a respeito de quanto o Windows 8 é amigável
ao hardware. Provavelmente essa parte terá um pouco mais de conteúdo na segunda
parte do review.
A tela de boas vindas e login
Logo ao final da instalação nos deparamos com as primeiras
mudanças. O Windows 8 passa a integrar seu login local com o da sua conta da Live, se você estiver conectado o Windows já se
encarrega de baixar sua foto assim seu usuário já fica com uma cara mais sua e
não com uma margarida(padrão do win 7) mas, como nem sempre você estará online
o sistema pode logar off-line sem nenhum problema e, caso você não tenha uma
conta da Live, você tem a opção de criar uma ou ainda uma conta separada para o
sistema.
A principal vantagem de se utilizar uma conta da Live em vez
de uma conta local é a possibilidade de sincronizar suas preferências, de modo
que você pode acessar coisas como histórico em um micro diferente apenas se
logando online. Mas para essas funções você precisa marcar o computador como
confiável na aba configuração usuários
Figura 1. Aba configurações
Como vocês podem ver pela imagem nesta aba está condensada a
maior parte das configurações do sistema.
Aliás, esta é apenas uma das inúmeras mudanças na maneira de
usar o novo Windows.
A nova interface gráfica
Figura 2. Iniciar a primeira tela da
interface
Minha primeira impressão sobre ela é que foi projetada para uso
apenas em tablets. Logo durante a instalação ela
é apresentada como sendo usada em telas touch screen e seu uso com o mouse não
é exatamente confortável num primeiro momento. Os ícones grandes são úteis para
quando você precisar tocá-los com os dedos mas gastam uma verdadeira viajem do
mouse.
A falta da área de trabalho é outra coisa que incomoda um
pouco, apesar de ela ser acessada com um clique por padrão, você é deixado na
tela iniciar após o login.
As mudanças são mais profundas do que as coisas simplesmente
estarem em outros lugares. Uma vez que o menu iniciar foi aposentado, agora
encontrar qualquer coisa que não esteja na sua tela “Iniciar” precisa de um
recurso que até então não é o mais usado.
Provavelmente a maior parte das pessoas ainda está um tanto
presa ao menu iniciar mas já é uma forma presente de atalho a pesquisa a partir
do botão ÿ. Você pode inclusive testar agora. É
só apertá-lo, digitar o que você precisa e o Windows acha para você. Esse
recurso já é um velho amigo de quem usa Macs e foi implementado no Vista e
otimizado no 7, e no 8. Ele é basicamente o recurso principal, uma vez que os
atalhos não estão à vista.
Outra mudança é que alguns novos aplicativos trabalham em
tela cheia e não têm nenhum acesso fácil a um botão de fechar. O jeito mais
prático que encontrei foi usar o atalho de teclado (Atl+F4). Isto também vale
para o sistema em si, uma vez que para desligá-lo também passou a ser uma
maratona com o mouse.
Uso de recursos
É um pouco cedo para falar uma vez que essa primeira parte
do teste foi feita em uma máquina virtual mas, o Windows 8 foi mais gentil no
consumo de memória se comparado ao 7 no mesmo ambiente. Fica a dúvida (por
enquanto) quanto ao uso da placa de vídeo uma vez que diferentemente do Windows
7 onde você pode desabilitar o Aero para poupar recursos, o 8 não permite que
sejam desabilitados coisas triviais como suas transparências.
Como os recursos de vídeo são muito limitados na máquina
virtual vou abordar esse tópico com mais calma na segunda parte do review.
Como curiosidade o steam foi instalado e apesar de todas as
limitações da máquina virtual rodou jogos leves sem problemas.
Conclusão
O Windows 8 sem nenhuma dúvida traz muitas mudanças, mas se
ele agradará os velhos usuários é bem difícil supor. Os novos modos de uso no momento não são um
atrativo. Se a aposta da Microsoft se confirmar e os computadores touch screen
se firmarem no mercado, talvez o novo
sistema decole caso não, tio Bill pode ter que lidar com outro elefante branco,
não pelo sistema ser ruim mas sim por ter um antecessor de respeito.
Bom pessoal por hora é isso, a segunda parte o review está a
caminho mas ainda sem previsões, com um teste mais aprofundado talvez algumas
coisas ditas sejam corrigidas. Qualquer dúvida ou sugestão só deixar um
comentário.
Abraços,
Conrado E Gomes.

